domingo, 20 de março de 2011

Hotel da Foz da Sertã

O Hotel da Foz da Sertã é um dos muitos paraísos abandonados que existem em Portugal, neste caso nas margens da albufeira de Castelo do Bode. Este localiza-se na freguesia de Cernache do Bonjardim, na localidade da Foz da Sertã, perto da ponte de Vale da Ursa.


O Hotel foi implantado numa exploração de águas medicinais do século XIX, onde era engarrafada a água da Foz da Sertã. Desta forma foi realizada uma linha de engarrafamento e o hotel ficou denominado como hotel termal.


O Hotel possui 4 pisos com 44 quartos e vários apartamentos. Dentro do hotel ainda existem alguns painéis de azulejo, mas a grande maioria dos objectos encontra-se vandalizado. Na parte de trás do hotel encontra-se a mina de onde provêm a água da Foz da Sertã e um edifício que seria a casa do proprietário.



No exterior, mesmo ao lado da albufeira de Castelo do Bode existe uma grande piscina. Esta devido à sua forma e localização parece ser uma piscina de água do rio, a qual se enche com a subida das águas na albufeira, perto da sua cota máxima.


O hotel foi abandonado depois do 25 de Abril de 1974, depois de um acordo realizado para dar alojamento aos retornados das ex-colónias Portuguesas. A partir daí o hotel começou um movimento de degradação tal que levou o dono ao suicídio.


A utilização de uma estrutura de betão armado e vigas de aço ou mesmo a utilização de elevador, mostra que este empreendimento era um grande investimento para a época, uma aposta arrojada que não teve o melhor desfecho.




Para mais informações sobre o Hotel e a Água da Foz da Sertã poderá consultar os endereços abaixo:

6 comentários:

  1. Olá!

    De facto é uma pena que este edificio esteja neste estado. Seria optimo para a região que alguém conseguisse reeditar o sonho do antigo proprietário e tornar a pôr no activo o Hotel da Foz.
    Tenho casa do outro lado do rio mesmo em frente (onde passo férias)e o meu pai trabalhou na construção do hotel e lembro-me de ter os meus 12 ou 13 anos e de andar por lá a ver as velhas e degradadas instalações... outros tempos...

    Luis Simões

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  2. Obrigado pelo comentário.

    Seria muito interessante ver aqui algumas fotos dessa altura ou algum relato. Se conseguir disponibilizar, desde já o meu obrigado.

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  3. ok, amanhã irei ao Rio Cimeiro e tentarei saber alguma coisa.

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  4. Olá, eis o que consegui saber, pois a razão da visita não foi a melhor e não deu muito tempo para falar: quando o meu pai tinha 16 anos, 1951, ia em grupo de barco do lado de cá para o lado de lá. O dono do hotel tinha uma lancha a motor para ir buscar serventes e pedreiros a outros locais. Pagamento, nunca faltou e era o sobrinho do dono que tratava de tudo. O sr. Alcobia, era o mestre de obras e veio a falecer numa obra em Lisboa, ao cair de uma altura elevada. Fotos, não há mesmo.

    Luis

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  5. tenho 29 anos e desde pequena que me lembro de ir ao hotel encher garrafas de água. Sempre o vi no estado em que está. Com muita pena minha. O meu avó tinha casa um pouco acima do Hotel, a casa onde os meus tios e a minha mãe nasceram. Comprar e restaurar este Hotel é daqueles sonhos que tenho quando penso no Euromilhões.

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