Mostrar mensagens com a etiqueta Tomada de Água. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tomada de Água. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Seca em Castelo do Bode

O ano de 2017 tem sido atípico no que diz respeito a quantidade de precipitação no território nacional.  Na bacia de Castelo do Bode, durante este ano choveu em 49 dias, num total de 371mm. Em comparação com o ano de 2016 e apesar do ano de 2017 ainda não ter terminado, este ano tem menos 32 dias de chuva e 274mm. 


Menos 32 dias de chuva em 2017

A falta de precipitação tem-se sentido na quantidade de água armazenada em Castelo do Bode. Por esta altura o armazenamento na albufeira é de 70,7% com a cota da superfície de água a estar nos 110,99m. Estes valores apesar de serem reduzidos e abaixo das médias, não são totalmente estranhos na albufeira. Relembramos que em 2015, durante o mês de Dezembro, a cota da albufeira registou valores ligeiramente inferiores de armazenamento. 


Muito se fala da possibilidade do nível baixo de água afetar o abastecimento de água a Lisboa e a outras populações mas esse cenário ainda está longe de acontecer. A água na albufeira que se encontra acima do primeiro nível de tomada de água para a estação de tratamento da Asseiceira é superior a 160 milhões de metros cúbicos. Este valor é aproximadamente igual à quantidade de água tratada e abastecida por essa estação, aos concelhos de Lisboa, Vale do Tejo e Médio Tejo, durante 1 ano. É claro que se o cenário de escassez de precipitação continuar durante mais meses, a situação pode-se tornar preocupante mas para já ainda não existem razões para alarme. 

Água na albufeira acima do primeiro nível de tomada é suficiente para 1 ano de abastecimento aos concelhos fornecidos.

A albufeira ainda continua na sua gestão normal de produção de energia, tendo na última semana turbinado mais de 570 mil metros cúbicos de água para produção de energia.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Subsistema de Castelo do Bode

O subsistema de Castelo do Bode é a parte inicial de uma longa rede de transporte de água desde a albufeira até às populações. Este é constituído pela albufeira de Castelo do Bode, pela torre de captação na albufeira, pelo túnel que irá ligar à estação elevatória e pelas condutas que ligam a estação elevatória à ETA da Asseiceira. Este subsistema termina na Estação Elevatória de Vila Franca de Xira.
A captação de água na albufeira já está planeada desde a década de 30 do século passado, sendo considerada na época uma origem essencial para um futuro reforço no abastecimento de água a Lisboa. Assim durante as obras da barragem, em 1949, foi construída a base da Torre de Tomada de Água, tornando-se mais fácil a construção total da torre depois do enchimento da albufeira. Como é possível ver na imagem abaixo, nos primeiros anos da exploração da barragem de Castelo do Bode não existia a Torre de Tomada de Água.


Só em 1987 entrou em funcionamento o subsistema de Castelo do Bode, abastecendo de água a cidade de Lisboa e mais tarde, em 1993 começou também a abastecer a zona envolvente à Estação de Tratamento da Asseiceira.

Imagem fornecida pela EPAL

Na imagem acima é possível ver a construção da base da torre de tomada de água, durante a construção da barragem.

Imagem fornecida pela EPAL

Na fotografia acima é possível ver a segunda fase de construção da Torre de Tomada de Água.

A Torre de Tomada de Água possui uma plataforma no seu topo, à cota 124 m. Existem 6 aberturas para a entrada de água em 3 níveis diferentes. Cada nível possui duas aberturas e os níveis encontram-se nas cotas 88,5 m, 95,4 m e 104,5 m.
A ligação entre a torre e o túnel que leva a água para a estação elevatória é feita à cota 50 m. A Torre de Tomada de água possui um diâmetro interior, na base, de 2,2 m e no topo de 7 m, estando dimensionada para um caudal de 11,5 m3/s.


O túnel de Castelo do Bode, que faz a ligação entre a Torre de Tomada de Água e a Estação Elevatória, tem um comprimento de 1080m, passando na margem Norte do rio Zêzere, afastado da barragem. O túnel tem o seu início na cota 50 m e termina à cota 41,59 m. Este é feito de betão armado com excepção dos últimos metros que são em aço.

Imagem retirada de http://www.sofomil.pt

A estação elevatória de Castelo do Bode está dividida em duas estações, sendo a primeira a estação principal constituída por 5 grupos de velocidade variável e 3 grupos de velocidade constante, com estes últimos a terem uma altura manométrica de 63,5 m e capacidade para 1,45m3/s cada. A segunda estação possui apenas dois grupos de velocidade variável.
As estações elevatórias têm como função levar a água até à Estação de Tratamento da Asseiceira.


As duas condutas que levam a água até à ETA da Asseiceira possuem um diâmetro interior de 1,8 m. Nos seus primeiros metros as condutas são de aço com 1cm de espessura passando depois a condutas de betão armado pré-esforçado. As condutas têm uma extensão aproximada de 8700 metros.
No ponto mais alto das condutas encontram-se duas grandes chaminés de equilíbrio que controlam as pressões no interior das condutas no caso de oscilações do volume de água transportado. Estas chaminés possuem um diâmetro interior de 11,75 m e uma altura de 27 m, sendo possível ver ambas na imagem anterior.
Ao longo do traçado existem 30 ventosas, 16 válvulas de descarga de fundo e uma válvula de seccionamento. Foi necessário realizar duas travessias aéreas no traçado, sobre a Ribeira do Zairinho e sobre o Rio Nabão.

No fim do troço encontra-se a Estação de Tratamento de Água da Asseiceira com a função de assegurar o tratamento de lamas e reciclagem de todo o efluente liquido. Esta estação é constituída por duas linhas independentes com capacidade para 5,75 m3/s e 2,875m3/s.
No fim de todo o processo de tratamento, a água tratada segue por 3 condutas gravíticas em que duas constituem o adutor de Vila Franca de Xira e a terceira abastece os municípios do Médio Tejo.

Imagem retirada de http://sandrafernandes.pbworks.com

Informação fornecida pela EPAL