Sabiam que a viagem do camião gigante, que transportou os rotores da
barragem durante um mês, foi notícia em vários meios de comunicação social
durante esse tempo? O Diário de Notícias de Março de 1950 relata um pouco da última
viagem do camião entre a localidade de Guerreira e o local da Barragem, um
percurso de cerca de 10km que demorou 9h45 a ser efetuado. "Centenas de
pessoas que rodeavam o enorme veículo resolveram acompanhá-lo até ao termo da
sua acidentada viagem. Passada, sem novidade, a ponte da Beselga, atingiu-se
logo a seguir a nova ponte sobre o rio Nabão, que tem cerca de 50 metros de
comprimento, na estrada, também nova para aquela primeira localidade."
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
Aniversário com mais uma curiosidade
É hoje dia 21 de Janeiro que a barragem de Castelo do Bode comemora mais um aniversário
desde a sua inauguração. Já passaram 68 anos e a barragem continua a
desempenhar na perfeição as funções para a qual foi construída.
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
Mais um ano, mais uma curiosidade
É verdade, a Barragem de Castelo do Bode já tem 67 anos. Foi no passado dia 21 de Janeiro, em 1951 que a barragem foi inaugurada.
Neste aniversário vamos publicar mais uma curiosidade sobre esta grande estrutura de suporte da rede electrica nacional.
Quando o projeto da barragem foi realizado, a estimativa orçamental era de 250.000 contos. Alguns anos depois a estimativa orçamental passou para 450.000 contos. No final da obra e segundo os números publicados, o seu custo foi de 600.000 contos. O último valor atualizado aos dias de hoje equivale a cerca de 291 milhões de euros. Como termo de comparação, a barragem do Tua que acabou a construção à alguns meses, teve um custo estimado de 370 milhões de euros.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
"Castelo do Bode esteve prestes a transbordar"
Este foi o título de um artigo publicado no Jornal Expresso no final do ano de 1989. O artigo refere que a água esteve a poucos centímetros de transpor o muro da barragem e como consequência foram feitas descargas na ordem dos 10000 metros cúbicos por segundo. A central elevatória da EPAL, situada a jusante da barragem ficou inundada, deixando de fornecer água à cidade de Lisboa. Apesar disso os habitantes de Lisboa não foram afectados devido às reservas existentes em reservatórios na capital.
Segundo um relato de uma pessoa que passou durante vários anos diariamente sobre a barragem de Castelo do Bode, a circulação sobre a barragem esteve interdita durante um dia, não sabendo a data exacta da ocorrência.
No dia 21 de Dezembro de 1989 a cota de água na barragem de Castelo do Bode poderá ter estado elevada, mas segundo os registos do Instituto da Água esteve sempre bastante abaixo do nível máximo da albufeira de 121,50 metros. Nesse dia o registo da cota do nível da água é de 119,83 metros, bastante inferior à cota da estrada sobre a barragem nos 123 metros.
O artigo do Expresso refere ainda que foram feitas descargas na barragem na ordem do 10000 metros cúbicos por segundo, mas a capacidade de descarga da barragem é de apenas 4500 metros cúbicos por segundo, tornando-se assim impossível atingir aquele valor. Segundo os dados do Instituto da Água, o valor médio de descarga daquele dia foi de 2115 metros cúbicos por segundo, o que significa que o descarregador de superfície esteve aberto com mais de 25% da sua capacidade.
Um dia complicado na barragem de Castelo do Bode mas não tanto como à primeira vista possa parecer.
Segundo um relato de uma pessoa que passou durante vários anos diariamente sobre a barragem de Castelo do Bode, a circulação sobre a barragem esteve interdita durante um dia, não sabendo a data exacta da ocorrência.
No dia 21 de Dezembro de 1989 a cota de água na barragem de Castelo do Bode poderá ter estado elevada, mas segundo os registos do Instituto da Água esteve sempre bastante abaixo do nível máximo da albufeira de 121,50 metros. Nesse dia o registo da cota do nível da água é de 119,83 metros, bastante inferior à cota da estrada sobre a barragem nos 123 metros.
O artigo do Expresso refere ainda que foram feitas descargas na barragem na ordem do 10000 metros cúbicos por segundo, mas a capacidade de descarga da barragem é de apenas 4500 metros cúbicos por segundo, tornando-se assim impossível atingir aquele valor. Segundo os dados do Instituto da Água, o valor médio de descarga daquele dia foi de 2115 metros cúbicos por segundo, o que significa que o descarregador de superfície esteve aberto com mais de 25% da sua capacidade.
Um dia complicado na barragem de Castelo do Bode mas não tanto como à primeira vista possa parecer.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Água Descarregada
Depois da barragem de Castelo do Bode ter descarregado durante 7 dias, as chuvas pararam e a cota de água na albufeira começou a descer.
Para muitas pessoas a barragem estar a descarregar quando o nível de água na albufeira se encontra longe do máximo é um acontecimento difícil de explicar, principalmente quando toda essa água não é usada nem para produzir energia eléctrica nem para abastecer as populações. A água passa directamente através da barragem sem qualquer tipo de aproveitamento.
Durante estes 7 dias a barragem descarregou no total 104 732 352 metros cúbicos de água, numero este bastante elevado e difícil de quantificar, mas que na comparação usual com piscina olímpicas, era suficiente para encher praticamente 42 mil!
Se a barragem não tivesse começado a descarregar no dia 13 de Janeiro e os responsáveis optassem por armazenar um pouco mais de água, a capacidade da albufeira era suficiente para reter 64 920 000 metros cúbicos de água, um valor que corresponde a cerca de 62% do total descarregado. Essa água poderia assim ser utilizada para a produção de energia e abastecimento às populações.
É claro que não se pode colocar estas questões nestes termos porque existem diversas considerações externas à barragem e à EDP que poderão limitar o nível máximo de armazenamento de água, trazendo implicações a montante.
A EPAL, que efectua a captação de água na albufeira de Castelo do Bode para o abastecimento de água às populações, no ano de 2008 captou desta albufeira 162 465 357 metros cúbicos de água, que corresponde a 67% do total de água captada pela empresa.
Analisando a repartição deste valor de água captada e comparando-o com o total de água descarregada neste últimos dias, é possível verificar que se esta ultima fosse armazenada e utilizada na distribuição pela população, industria, etc.., era suficiente para abastecer os concelhos de Cascais, Loures/Odivelas, Oeiras e Sintra durante um ano, concelhos estes que são dos mais populosos de Portugal.
Para muitas pessoas a barragem estar a descarregar quando o nível de água na albufeira se encontra longe do máximo é um acontecimento difícil de explicar, principalmente quando toda essa água não é usada nem para produzir energia eléctrica nem para abastecer as populações. A água passa directamente através da barragem sem qualquer tipo de aproveitamento.
Durante estes 7 dias a barragem descarregou no total 104 732 352 metros cúbicos de água, numero este bastante elevado e difícil de quantificar, mas que na comparação usual com piscina olímpicas, era suficiente para encher praticamente 42 mil!
Se a barragem não tivesse começado a descarregar no dia 13 de Janeiro e os responsáveis optassem por armazenar um pouco mais de água, a capacidade da albufeira era suficiente para reter 64 920 000 metros cúbicos de água, um valor que corresponde a cerca de 62% do total descarregado. Essa água poderia assim ser utilizada para a produção de energia e abastecimento às populações.
É claro que não se pode colocar estas questões nestes termos porque existem diversas considerações externas à barragem e à EDP que poderão limitar o nível máximo de armazenamento de água, trazendo implicações a montante.
A EPAL, que efectua a captação de água na albufeira de Castelo do Bode para o abastecimento de água às populações, no ano de 2008 captou desta albufeira 162 465 357 metros cúbicos de água, que corresponde a 67% do total de água captada pela empresa.
Analisando a repartição deste valor de água captada e comparando-o com o total de água descarregada neste últimos dias, é possível verificar que se esta ultima fosse armazenada e utilizada na distribuição pela população, industria, etc.., era suficiente para abastecer os concelhos de Cascais, Loures/Odivelas, Oeiras e Sintra durante um ano, concelhos estes que são dos mais populosos de Portugal.
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