domingo, 8 de março de 2009

Imagem de Projecto da Barragem

Esta imagem representa um corte da barragem de Castelo de Bode, e foi elaborada com recurso a desenho assistido por computador.

Durante a semana que passou, e devido à ausência de chuva, o nível da água na albufeira tem vindo a diminuir, apesar da também diminuição do caudal efluente. Ambos os valores, apesar de se encontrarem acima da média, encontram-se algo baixos para a época do ano.

terça-feira, 3 de março de 2009

Ovni sobre a Barragem de Castelo de Bode

O "incidente" aconteceu em 17 de Junho de 1977 sobre a Barragem de Castelo de Bode, próximo de Tomar. Com efeito, José Francisco Rodrigues, na altura com 23 anos, Furriel da F . A . P . pertencendo à Esquadra 31 da Base Aérea nº 3, em Tancos, com mais de 850 horas de voo, foi interveniente num acontecimento que nunca se esquecerá.

"Andava a escolher em que nuvem havia de se meter" quando viu algo escuro, muito escuro, no meio de uma, que contrastava com as restantes que eram esbranquiçadas; nesse momento deveria estar sobre a vertical daquilo que julga ser uma subestação da Barragem. De imediato pensou tratar-se um um avião "cargo" fazendo também um "voo de instrumentos" e que "aquela mancha escura" seria o nariz do radar, mas logo constatou que o nariz do avião seria extremamente pequeno em relação ao "corpo" que via. Iniciou a volta pela esquerda contactando simultaneamente a torre indagando se havia "tráfego" na zona. Informado negativamente, solicitou que aquela contactasse com BATINA (radar) para averiguar da existência de actividade aérea não identificada naquela área. Informado negativamente, prosseguiu a volta pela esquerda até ter completado 315º. Foi então que surgiu-lhe o objecto a cerca de 6 metros, pelas 11 horas. Nesta altura, o que parecia ser a metade inferior daquele "corpo", que teria entre 12 e 15 metros de comprimento, era bem visível enquanto a restante estava encoberta pelas nuvens parecendo encontrar-se parado ou deslocando-se a velocidade reduzida.

Observou-o durante uns 3 segundos o que foi o suficiente para verificar que era escuro, quase preto, apresentando saliências que presumiu serem janelas -talvez três, quatro ou cinco- de cor branca-amarelada e que "não eram transparentes".

O furriel José Francisco Rodrigues pensa que o objecto terá partido a grande velocidade, uma vez que, repentinamente, deixou de vê-lo. Segundo a testemunha, numa fracção de segundo houve vários acontecimentos que sucederam quase em simultâneo: assim, enquanto observava o OVNI e ao fim de uns três segundos o avião entrou em "perda"!

Nas suas palavras, a aeronave entrou "numa picada incontrolável", pelo que deixou de ver o "fenómeno". O piloto acha que a "picada" teria sido provocada, muito provavelmente, por uma falha dos filetes de ar na asa, porque o motor manifestou fortes vibrações que originaram a "perda do avião", totalmente fora das suas características. A falta de sustentação da DORNIER foi de tal ordem que o furriel Francisco afirmou:

"pensava não me safar daquela vez". E prosseguiu " ...activei os comandos no sentido de recuperar o avião sem que ele reagisse; cheguei inclusive a activar, cruzando os comandos na tentativa de recuperar, levando o manche à frente; porém, o avião atingiu rapidamente os 140 e, de seguida, os 180 nós. Tentei novamente a recuperação da picada o que consegui finalmente muito perto do solo. Penso mesmo que cheguei de tocar nas árvores ali existentes; por sua vez Gyro (Giroscópio Direccional Eléctrico) enlouqueceu, porque, quando recuperei, apresentava um desfasamento de 180 graus em relação à bússola ; isto é, depois de ter recuperado reparei que me dirigia para Norte e não para Sul".

Da observação foi feito um relatório preliminar e enviado a Estado Maior da Força Aérea Portuguesa.

Algumas pessoas testemunharam do solo, que o avião fazia um tremendo ruído parecendo cair em "folha morta".

Quando o piloto regressou à BA nº3 foi submetido a exames médicos, concluindo-se que encontrava-se de perfeito estado de saúde, tendo elaborado um relatório do sucedido para o Estado Maior da Força Aérea. Alguns dos colegas do piloto ainda insinuaram que o furriel José Francisco teria visto a Barragem de Castelo de Bode de cabeça para baixo. Porém, este contrapôs: "Não sou doido ! Se tivesse feito um voo invertido teria espetado quatro parafusos na cabeça que estão salientes no tecto do avião".

Fonte: http://desconhecido.com.sapo.pt/

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Video de visita ao Castelo de Bode

Coloco aqui um vídeo do programa Ciência Viva, de uma visita feita no passado verão ao complexo hidroeléctrico do Castelo de Bode. Neste vídeo é possível ver imagens do interior da barragem, inacessível a muitos.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Características da Barragem

A Barragem de Castelo de bode localiza-se no concelho de Tomar, freguesia de S. Pedro e pertence à bacia hidrográfica do rio Tejo mais especificamente no rio Zêzere.

Para um período de retorno de 1000 anos, a precipitação média anual na albufeira é de 1200mm, o caudal total médio anual é de 2352000 dam3, e o caudal de cheia é 4750m3/s.
A área inundada no nível pleno de armazenamento é de 3291ha, e a capacidade total de armazenamento de 1095000dam3.

A Barragem apresenta uma altura acima da base de fundação de 115 metros (base à cota 9,3m), com a cota do nível de pleno armazenamento a situar-se nos 121 metros, a cota do nível máximo de cheia nos 122 metros, e a cota de coroamento nos 124,3 metros.

A Barragem está localizada numa zona rochosa, e por isso foi utilizado o tipo de barragem de gravidade com curvatura, que apesar de introduzir elevados esforços nos maciços onde a barragem está fundada, utiliza menos material que outros tipos de barragens. O volume de betão utilizado foi de 430000m3, e o coroamento estende-se por um comprimento de 402 metros.

A Barragem possui um descarregador de cheias do tipo de orifício, com a sua soleira a estar à cota 105m. O desenvolvimento da soleira tem 28,08 metros, o caudal máximo é de 4000m3/s e a perda de carga é feita por trampolim.


A Barragem possui uma descarga de fundo, no seu interior, com 3 metros de diâmetro.
A central hidroeléctrica localiza-se no pé da barragem, sendo constituída por 3 grupos francis, com uma potencia instalada de 139MW.